Metodologia Pica-Pau de picaretagens agora por Walter Delgatti

Walter-Delgatti

Entre 3 e 7 de Março de 1997, o cinegrafista amador Francisco Romeu Vanni filmou as ações dos PMs Otávio Lourenço Gambra, o Rambo, João Batista Queiróz, Rogério Neri Bonfim e Nelson Soares da Silva, a pedido de traficantes. O caso, nacionalmente conhecido como ‘Caso Favela Naval’, abordava o confronto entre policiais e traficantes da área mais violenta do ABC Paulista nos anos 90.

Apenas entre Janeiro e Março de 1997, 23 policiais militares haviam sido feridos gravemente por bandidos em confrontos na Favela Naval.

Estamos falando de 1997, e a imprensa bandida em sua maioria, já tratava seus pares do crime – tão ou mais bandidos como eles – como coitadinhos, oprimidos pela sociedade anarco-capitalista.

Aqui não se trata de ‘passar pano para Rambo e demais policiais do Caso Favela Naval’, mas em como a imprensa sempre é acolhedora com a bandidagem.

Romeu Vanni: bastante seletivo no que deveria filmar

Romeu Vanni gravou as madrugadas de 3, 5 e 7 de Março. Numa região onde o tráfico corria solto, onde cada esquina era possível ver vendas de drogas, prostituição e traficantes recebendo ou despachando drogas para moleques venderem em outras áreas, Francisco Romeu Vanni filmou apenas o que lhe foi encomendado.

Como mandou Glenn Greenwald para segurar o B.O. de Jean Wyllys que ainda não foi resolvido e tão cedo não será pois crime perfeito não existe, Verdevaldo: nem matando testemunhas, nem comprando mandatos.

Elói Pietá, que comandou a Comissão Parlamentar de Inquérito da Assembléia Legislativa, jamais acreditou na versão de Francisco Romeu Vanni, justamente pelo cinegrafista alegar que apenas a atividade da polícia o interessava.

Abordando o passado nebuloso-cabuloso do cinegrafista, Pietá prontamente descobriu que o ‘Walter Delgatti da Favela Naval’ era bastante próximo de traficantes da área.

Inclusive com passagens pela polícia, tanto que em 2004 ele foi preso por receptação.

Haja coincidências, não?

Na comissão, Romeu Vanni não soube explicar a cinegrafistas profissionais, como conseguiu filmar tanta coisa, em tantos ângulos, numa região onde soldados do tráfico vigiavam até a respiração dos transeuntes.

O material adquirido pela Globo, também omitiu a ação de traficantes – mas no caso, houve a preocupação com a equipe de Marcelo Rezende que passou semanas tentando encontrar Silvio Calixto, um músico de uma banda de pagode que era amigo de um dos traficantes da área.

Romeu Vanni, disse ter vendido a fita por R$ 10.000,00 a Globo através de Marcelo Rezende

Marcelo, com quem um amigo trabalhou por 21 anos, explica a história de forma muito diferente da contada por Romeu Vanni, que alegava não ter feito as filmagens a pedido ou ordem dos traficantes: pois bem, não é o que Marcelo Rezende contou.

Rezende foi a Diadema buscar os VHS justamente na casa de um olheiro do tráfico. Um nóia cuja função era alertar os bandidos sobre a aproximação da polícia. Rezende sempre pediu sigilo absoluto sobre quem periciou as fitas.

Elas foram adquiridas das mãos de um traficante que queria incriminar a polícia, pois desde a troca de comando da PM de Diadema em 1996, o combate a vagabundos havia endurecido de forma a minar o tráfico na região.

O traficante João Carlos Nogueira dos Santos, morto em Santo André em 2001 após uma disputa por ponto de drogas com outra facção criminosa, foi o mesmo que pagou a Francisco Romeu Vanni pelas filmagens, e lhe deu segurança para filmar o que o tráfico queria.

Com medo de uma retaliação do traficante antes de sua amorte – a Globo citou Edson Willy de Souza como responsável pela venda.

Edson Willy processou a Globo, que com sua tropa de choque de advogados, se safou do crime por danos morais – o próprio Marcelo Rezende se revoltou com a emissora ao colocar em risco a vida de um inocente.

Estranhou demais aos cinegrafistas profissionais, a tranquilidade com que Romeu Vanni filmou tudo e como ele editou a fita. O material exibido pela Globo parece propositalmente amador; muito diferente do conteúdo bruto, filmado com câmeras de alta precisão.

Gasparzinho não conseguiu filmar o Escort XR3 de traficantes que encomendaram a filmagem

Numa mesma batida policial onde duas viaturas passam pela mesmíssima rua que Vanni diz ter gravado tudo, não há a aparição dos policiais flagrando três traficantes num Ford Escort XR3. Vanni não soube explicar como uma ação de 49 minutos na mesma rua e local onde ele realizava a filmagem, ‘escapou de suas lentes’.

O B.O. da ação está presente no 24º Batalhão de Diadema

Francisco Romeu Vanni, foi preso em 2004 por receptação de eletrônicos roubados na Via Anchieta. Ele também alega ter filmado os policiais por questões de patriotismo (ah vá!). Não havia interesse monetário. Depois soube-se que recebeu 10 mil reais da Globo, fora a grana paga pelo tráfico.

Na papelada, recibos e acordos, Vanni alegou que a Rede Globo não poderia comercializar as fitas VHS com terceiros; algo que a emissora dos Marinho fez, e faturou uma fortuna com o material.

No ‘Caso Favela Naval’ já se sabe o nome dos mandantes, a razão e valores pagos.

Por mais que a imprensa se permita ao vexame (mais um and counting) como ao que a FOLHA protagonizou hoje, publicando uma carta de Glenn Greenwald, como se o mesmo estivesse escrito – também há o caso StudMall Brazil, que vem incomodando muito Verdevaldo, a ponto de novamente, a FOLHA dar voz ao criminoso, para se defender de suas atividades no Rio entre 2004 e 2013.

Inútil FOLHA, inútil Glenn. Este espaço aqui agora é ‘Extrema-Direita’ de facto. Seu pesadelo comigo mal começou!

Prazer, aquele de quem você fugiu na Pudente de Morais.

Aliás Gleen: você se incomodou com minha pergunta, ou em rever um antigo ator seu? 

Quer saber mais?

/var/mandante.bcg

1 bate-boca

  1. Estamos juntos. Democracia e diplomacia só dão mais força a esquerda. O STF está destruindo o Brasil. Remédio bom para esquerdistas é coturno na boca e chumbo grosso no couro.

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